segundo poema da estrada
fundar para abandonar
pisada e afogada relva
sob tantos pés anônimos
primeira invenção do homem
não poderá me reconduzir
a teus braços ternos
às tuas pupilas submersas
no verde e azul da água ao sol a pino
outra vez a estrada
eu te vejo ao longe
eu percorro a distância
eu farejo o vento
antecipação da carne
o querermo-nos juntos
que nunca estará no final
mas no centro da encruzilhada