Pedro Gonzaga

Parole, parole, parole

segundo poema da estrada

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fundar para abandonar
pisada e afogada relva
sob tantos pés anônimos
primeira invenção do homem
não poderá me reconduzir
a teus braços ternos
às tuas pupilas submersas
no verde e azul da água ao sol a pino
outra vez a estrada
eu te vejo ao longe
eu percorro a distância
eu farejo o vento
antecipação da carne
o querermo-nos juntos
que nunca estará no final
mas no centro da encruzilhada

Escrito por pedrogonzaga

12/01/2012 às 21:55

Publicado em Uncategorized

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